Os medicamentos à base de GLP-1, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, ainda estão longe de alcançar a maior parte da população brasileira. Mas os efeitos da nova classe de tratamentos já começam a aparecer em diferentes setores da economia desde os alimentos e bebidas, mas também na moda.
Durante evento realizado pela rede farmacêutica Pague Menos e o Itaú BBA nesta terça-feira (9), executivos de grandes empresas relataram mudanças concretas no comportamento dos consumidores associadas à busca por saúde, emagrecimento e bem-estar. Entre eles, Cathyelle Schroeder, CMO da Riachuelo, que disse que a empresa já observa impactos relevantes na demanda por tamanhos de roupas.
“Hoje já vemos impactos e resultados. Quando olhamos para nosso portfólio, em média 5% da nossa grade [modelagem] caiu. Quando pensamos do PP ao GG, já temos essa diferença. Em grades mais do dia a dia, como camisetas, também reduzimos em média 4% os tamanhos”, afirmou.
De acordo Schroeder, o avanço das canetas emagrecedoras já provoca mudanças na operação da companhia. “Começa a faltar nas araras PP e P e sobrar GG e G, um fato que não acontecia há pouquíssimo tempo atrás”, disse a executiva.
Embora a Riachuelo ainda trate o fenômeno como uma tendência em observação, a empresa vê sinais consistentes de mudança. A CMO da varejista cita projeções do setor que apontam para uma redução de quase 6% do mercado de moda plus size em 2026, após anos de expansão.
A executiva destacou que a varejista acompanha o tema com cautela porque o acesso aos medicamentos ainda está concentrado em uma parcela mais restrita da população. Mesmo assim, os efeitos já aparecem em algumas regiões e perfis de consumidores.
Ainda assim, a CMO da Riachuelo também aponta que a renovação do guarda-roupa surge como um dos efeitos indiretos mais relevantes da popularização dos tratamentos. A executiva menciona que cerca de 80% das pessoas que perdem peso de forma significativa afirmam precisar comprar roupas novas. Dessas, 55% já realizaram alguma compra para atualizar o guarda-roupa.
Ao mesmo tempo, Schroeder ressaltou que o fenômeno se conecta a uma transformação mais ampla iniciada após a pandemia, marcada pela valorização da saúde, do esporte e de hábitos considerados mais saudáveis. “A categoria de athleisure ganhou muito protagonismo. O esporte passou a fazer parte do lifestyle das pessoas com muito mais força”, afirmou.
Com informações de Exame
Durante evento realizado pela rede farmacêutica Pague Menos e o Itaú BBA nesta terça-feira (9), executivos de grandes empresas relataram mudanças concretas no comportamento dos consumidores associadas à busca por saúde, emagrecimento e bem-estar. Entre eles, Cathyelle Schroeder, CMO da Riachuelo, que disse que a empresa já observa impactos relevantes na demanda por tamanhos de roupas.
“Hoje já vemos impactos e resultados. Quando olhamos para nosso portfólio, em média 5% da nossa grade [modelagem] caiu. Quando pensamos do PP ao GG, já temos essa diferença. Em grades mais do dia a dia, como camisetas, também reduzimos em média 4% os tamanhos”, afirmou.
De acordo Schroeder, o avanço das canetas emagrecedoras já provoca mudanças na operação da companhia. “Começa a faltar nas araras PP e P e sobrar GG e G, um fato que não acontecia há pouquíssimo tempo atrás”, disse a executiva.
Embora a Riachuelo ainda trate o fenômeno como uma tendência em observação, a empresa vê sinais consistentes de mudança. A CMO da varejista cita projeções do setor que apontam para uma redução de quase 6% do mercado de moda plus size em 2026, após anos de expansão.
A executiva destacou que a varejista acompanha o tema com cautela porque o acesso aos medicamentos ainda está concentrado em uma parcela mais restrita da população. Mesmo assim, os efeitos já aparecem em algumas regiões e perfis de consumidores.
Ainda assim, a CMO da Riachuelo também aponta que a renovação do guarda-roupa surge como um dos efeitos indiretos mais relevantes da popularização dos tratamentos. A executiva menciona que cerca de 80% das pessoas que perdem peso de forma significativa afirmam precisar comprar roupas novas. Dessas, 55% já realizaram alguma compra para atualizar o guarda-roupa.
Ao mesmo tempo, Schroeder ressaltou que o fenômeno se conecta a uma transformação mais ampla iniciada após a pandemia, marcada pela valorização da saúde, do esporte e de hábitos considerados mais saudáveis. “A categoria de athleisure ganhou muito protagonismo. O esporte passou a fazer parte do lifestyle das pessoas com muito mais força”, afirmou.
Com informações de Exame
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